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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Thiago Alcântara


Subiu mais um painel! Fizemos uma entrevista sobre a atuação profissional com Thiago Alcântara. O foco da atuação abordada é a responsabilidade pelo setor de hematologia, a sua relação com a área de hematologia e a criação/moderação da página @atlasemhematologia.

Esperanosb que outros profissionais se sintam representados e que essa entrevista possa ajudar aos estudantes e futuros profissionais na condução e escolhas durante a sua carreira.

Feliz dia do Biomédico!


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Anemias

Hemácia ou glóbulo vermelho é uma célula que desempenha um papel primordial nas trocas gasosas, através dos pequenos vasos sanguíneos, a hemoglobina é responsável por possuir essa função de transportar o O2, contudo a redução da sua quantidade sérica é característico de um quadro conhecido como “anemia”, essa doença vem do grego e significa “sem sangue”. Essa diminuição leva a um ineficaz suprimento de oxigênio para os órgãos e tecidos, levando a um quadro de escassez o corpo começa  manifestar sinais clínicos que permeiam desde cefaleia, dispneia e fraqueza, a problemas mais sérios envolvendo o aumento da concentração no pool circulante de bilirrubina fruto de hemólise causando icterícia, hemoglobinúria, gerando complicações em órgãos e sistemas.
O diagnóstico varia de acordo a suspeita médica, sendo necessário a avaliação de hemograma, levando em consideração, principalmente o VCM e HCM, microscopicamente observando características marcantes que podem determinar algumas classificações, no caso da falciforme presença de drepanócitos, exames bioquímicos também podem ser solicitados, dosagem de ferritina, ferro sérico e transferrina para determinar se há carência do íon de Fe, ou folato e vitamina B16 para megaloblásticas, sendo também necessário conhecimento prévio para interpretação dos resultados e determinar se os mesmos condizem com o paciente em questão.

#ALERTASpoiler - Dias 26 e 27 de novembro haverá o ISH sendo abordados temas voltados a hematologia inclusive para entender o mecanismo de fisiopatologia das principais anemias.

NÃO FIQUE DE FORA! Se inscreva e garanta sua vaga.

REFERÊNCIAS: 
ZAMARO, P. J. A. et al. Diagnóstico laboratorial de hemoglobinas semelhantes à HbS. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, v. 38, n. 4, p. 261 – 266, Abril 2002/04.

SANT’ANA, P. G. dos S. et al. Clinical and laboratory profile of patients with sickle cell anemia. Revista de Hematologia e Hemoterapia, v. 39, n. 1, p. 40 – 45, Setembro 2016/09.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN)

A hemoglobinúria paroxística noturna (HPN) é uma doença rara e adquirida das células estaminais hematopoiéticas que ocorre a partir da mutação de um gene e se manifesta por hemólise intravascular, falência da medula óssea e trombose. A tríade anemia hemolítica, pancitopenia e trombose faz da HPN uma síndrome clínica única.
O mecanismo pelo qual ocorre a expansão clonal ainda não é conhecido, mas células T autorreativas parecem estar envolvidas na seleção imune que favorece a sobrevivência do clone com a mutação. Estas mutações resultam no bloqueio precoce da síntese de âncoras de glicosil-fosfaditilinositol (GPI), responsáveis por manter aderidas à membrana plasmática dezenas de proteínas com funções específicas.

Dentre as proteínas ancoradas pela GPI estão os CD5514 e CD5915, que têm o importante papel de controlar a ativação da cascata do complemento. O óxido nítrico (NO) é o maior regulador da fisiologia vascular, e muitas das manifestações clínicas da HPN são facilmente explicadas pela depleção tecidual de NO. Este age na parede vascular para manter tônus e limitar ativação plaquetária. A citometria de fluxo é utilizada para o diagnóstico definitivo.

Referências:
ARRUDA, Martha M. de A. S. Et. al. Hemoglobinúria paroxística noturna: da fisiopatologia ao tratamento. Trabalho realizado na Disciplina de Hematologia e Hemoterapia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, São Paulo, SP. 2010 <visto em http://www.scielo.br/pdf/ramb/v56n2/a22v56n2.pdf > Acesso 07/11/2018.

RODRIGUES, Bernardete Maria Torres. Artigo de revisão bibliográfica Mestrado Integrado em Medicina. Fisiopatologia, diagnóstico e novas terapêuticas da hemoglobinúria paroxística noturna. ICBAS-UP, Porto. Junho de 2011.

Imagem: Trombo hemolítico causado pela HPN, fonte: DicasdeMusculação (2017).

sábado, 10 de novembro de 2018

Célula de Sézary

Sézary caracteriza-se como uma célula monstruosa, maior que os leucócitos polimorfo-nucleares, com núcleo volumoso, irregular, ocupando cerca de 80% da célula. Por volta deste núcleo grande se observa uma pequena orla citoplasmática sem características especiais. Sézary em 1938, pensou tratar-se de um histio-monocito gigante e sugeriu que as células circulantes seriam originadas na pele. As células tumorais da derme invadem a epiderme formando ninhos — os chamados microabcessos de Pautrier. Nas biópsias não é possível a distinção diferencial por este aspecto anatomopatológico pois este é comum a micose fungoide e as síndrome de Sézary, unicamente são menos frequentes as lesões ulcerativas e tumorais na síndrome.

Morfologicamente a célula de Sezary apresenta-se como uma célula grande, com núcleo hipercromático, apresentando sulcos e dobras na estrutura nuclear que lhe conferem o aspecto cerebroide. O aspecto da superfície nuclear como que apresentando circunvoluções é mais realçável por diferença de focagem. A volta deste núcleo grande apresenta-se uma pequena porção citoplasmática de tom levemente basófilo sem características diferenciais. Há uma variante de menores dimensões — a pequena célula de Sézary — em que é difícil notar o aspecto convoluto do núcleo, apresenta-se geralmente uma linfocitose mais acentuada, sugerindo por isso, um mecanismo de feedback compensador. Durante a mitose as células perdem a sua irregularidade nuclear, sugerindo que a célula T neoplásica, sem um bloqueio do ciclo celular, pode não ter irregularidades nucleares.

A Síndrome de Sézary (SS) é um linfoma cutâneo de células T (LCCTs) em sua forma leucêmica, são linfomas não-Hodgkin que comprometem primariamente a pele, podendo acometer também linfonodos, sangue e outros órgãos extranodais. Na clínica, a SS é caracterizada por eritrodermia exfoliativa e pela presença de linfócitos circulantes com núcleos covolutos, conhecidos como células de Sézary. O diagnóstico é confirmado atráves da presença dessas células citadas no sangue periférico, o exame histopatológico associado à imunofenotipagem é essencial para a classificação dos linfomas. Além das características clínicas, a International Society for Cutaneous Lymphomas (ISCL), propõe que mais de um destes critérios estejam presentes para o diagnóstico de SS, sendo estes a contagem absoluta de células de Sézary >1.000/mm³ no sangue periférico; demonstração de anormalidades fenotípicas ou do clone de células T por análise citogenética ou molecular.

Referências:
ARAUJO, C. R.; LEITE, C. A. L.; OLIVEIRA, S. M.; SILVA, F. J.; CORREIA, B. W. C.; SANTOS, B. J. Síndrome de Sézary: um relato de caso com diagnóstico tardio e rápida progressão tumoral. Rev. Med., São Paulo, 95(3):142-5, jul-set, 2016.

FERNANDES, B. L. A. Algumas Considerações sobre a Célula de Sézary. Acta Médica Portuguesa, Lisboa, 4: 179-181, 1983.

Imagem: Cellavision.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Vacuolização Citoplasmática


Vacuolização citoplasmática são vacúolos esbranquiçados no citoplasma das células (leucócitos), indicadores de infecção bacteriana. Os vacúolos são causados provavelmente por consequência da autodigestão pelas toxinas bacterianas que podem induzir a ruptura dos lisossomos. É comum a ocorrência em neutrófilos, monócitos ou macrófagos, em sua forma ativa liberando seu conteúdo enzimático. Contudo podem também aparecer em outros leucócitos, como eosinófilos e linfócitos. Além desses, tem-se as células de Mott, que são plasmócitos com vacúolos de imunoglobulina causados principalmente por reações ou também por doenças das células plasmáticas. Ademais, monócitos que contém vacúolos e basofilia intensa podem ser chamados de monócitos com tendências a macrófagos, quando tendem a passar para outros tecidos conjuntivos e alguns órgãos por diapedese e quimiotaxia para combater infecções.


Referências: 
MAIA, Leticia; ALMEIDA, Lívia. Alterações Morfológicas em Leucócitos. 1. Informe Científico. Especialisações na área de Patologia Clínica e Veterinária. 

SILVEIRA, Cristina; MELO, Marcio Antonio. Inclusões leucócitarias. Disponível em: <http://www.atlasdosangueperiferico.com.br/leococitarias.php>. Acesso em: 11 out. 2018.

NAUM, Paulo Cesar. Atlas Virtual de Leucócitos. Alterações Leucocitárias e suas Relações com Patologias. 20. Slide. Academia de Ciência e Tecnologia São José do Rio preto, Prof.Dr., 2013.